Uma dor aguda e repentina ao morder algo duro, sensibilidade que vai e vem sem padrão claro, desconforto ao soltar a mordida — esses são sinais clássicos de um dente trincado. É uma das condições mais difíceis de diagnosticar em odontologia porque as trincas podem ser microscópicas, invisíveis a olho nu e até em radiografias convencionais.
Na Lidery Odontologia, o diagnóstico de trincas dentais exige atenção clínica minuciosa. A dificuldade é que a dor pode ser intermitente e migrar, confundindo o paciente sobre qual dente está causando o problema. Vou explicar os tipos de trinca, como identificar e quais as opções de tratamento.
Tipos de Trincas Dentais
As trincas variam em gravidade. Linhas de trinca (craze lines) são microfissuras superficiais no esmalte — extremamente comuns em adultos, geralmente inofensivas e não requerem tratamento. A síndrome do dente trincado é uma trinca incompleta que se estende do esmalte em direção à raiz — causa dor ao morder e ao soltar, e se não tratada pode progredir para fratura completa.
A fratura de cúspide ocorre quando uma das pontas do dente (cúspide) se quebra — geralmente ao redor de uma restauração grande. A fratura radicular vertical é a mais grave — uma trinca que começa na raiz e sobe em direção à coroa. Geralmente exige extração. Dentes com tratamento de canal sem coroa protetora são os mais vulneráveis a fraturas.
Causas Comuns
O bruxismo é a causa mais frequente de trincas dentais — as forças de até 250 kg/cm² geradas pelo apertamento crônico excedem em muito a resistência do esmalte. Restaurações grandes que enfraquecem a estrutura dental, mastigar alimentos muito duros (gelo, caroço de azeitona, pipoca não estourada), trauma facial e alterações bruscas de temperatura (comer algo muito quente e tomar água gelada em seguida) também contribuem.
Dentes tratados endodonticamente (com canal) são significativamente mais frágeis — perdem parte da hidratação e da estrutura. O Journal of Endodontics reporta que dentes com canal e sem coroa protetora têm 6 vezes mais risco de fratura. Por isso a coroa após canal não é luxo — é proteção essencial.
Diagnóstico
O diagnóstico pode ser desafiador. O dentista usa testes de mordida (bite test com dispositivo específico que isola cada cúspide), transiluminação (luz forte que revela trincas pela diferença de refração), corante evidenciador de trincas, teste de sensibilidade ao frio e radiografias. Em alguns casos, a tomografia computadorizada cone beam ajuda a identificar trincas que não aparecem em radiografias convencionais.
Tratamento
O tratamento depende do tipo e extensão da trinca. Linhas de trinca superficiais não precisam de tratamento. Síndrome do dente trincado geralmente é tratada com coroa cerâmica que abraça e protege o dente, impedindo a progressão da trinca. Se a trinca atingiu a polpa, tratamento de canal + coroa. Fratura de cúspide pode ser restaurada com onlay ou coroa. Fratura radicular vertical geralmente exige extração seguida de implante.
A prevenção passa por usar placa oclusal se tem bruxismo, não mastigar objetos duros, colocar coroa em dentes com canal e usar protetor bucal em esportes de contato.
Conclusão
Dente trincado é uma condição que pode variar de inofensiva a séria. Se você sente dor ao morder e soltar, sensibilidade intermitente ou desconforto ao mastigar, procure avaliação profissional. Na Lidery Odontologia, utilizamos técnicas diagnósticas específicas para identificar trincas e proteger seus dentes. Agende pelo WhatsApp: (41) 99764-4257.















